História da Igreja Evangélica Pentecostal Betânia

Em meados da década de 1950, Deus trouxe ao Brasil um poderoso avivamento. Houve conversões, curas, milagres e um mover de Deus foi sentido de modo que multidões se acumulavam em locais onde se fazia cultos com missionários advindos do exterior e que vieram ao Brasil, trazendo um nova proposta na pregação pentecostal.

Este avivamento se estendeu para a década seguinte, de modo que no início da década de 1960, várias denominações surgiram na esteira deste avivamento, mantendo ou sendo impulsionados pelo ambiente que este avivamento trouxera ao país: cultos mais avivados, canções mais curtas, oportunidades de testemunhos pessoais e momentos de manifestações de curas divinas e revelações do Espírito Santo.

Neste ambiente de ebulição espiritual e procura por uma nova experiência, diferente daquilo que já vinha ocorrendo em várias igrejas, surge em 1967, num bairro afastado do centro de São Paulo, a Igreja Evangélica Pentecostal Betânia, fundada por um jovem casal, ambos respectivamente com 26 e 21 anos: Ducler e Ângela.

Antes porém, o jovem Ducler havia tido experiência espiritual sobrenatural da parte de Deus juntamente com seu irmão carnal, Doriel de Oliveira, que mais tarde é chamado também para um ministério independente no interior do Brasil.

Esta experiência de ambos, serviu de base para alavancar o projeto e dar início ao chamado do Senhor pois ambos trabalhando juntos puderam vivenciar um grande experiência sobrenatural de Deus, assistindo a curas milagrosas, conversões genuínas com pessoas confessando suas vidas pecaminosas, libertações extraordinárias de pessoas oprimidas e uma tremenda vontade das pessoas viverem uma vida piedosa.

A jovem Ângela, por sua vez, não foi diferente. Nascida em lar católico, seu pai se converte ainda na sua infância e logo se tornou diácono na denominação a qual pertencia, com toda a família servindo a Deus.

Como este avivamento também estava presente nesta comunidade, havia o mesmo fenômeno espiritual acontecendo, e Deus operando.

O casal se conhece e se casam em 1965, e com a experiência , vontade, chamado, de ambos, o apoio dos irmãos na época é incondicional para que em setembro de 1967 a Igreja Betânia nasça, respirando os ares que já se respirava nos anos anteriores.

Por esta ocasião um irmão que muito o ajudou, e está aqui nossa gratidão e homenagem, ao Pr. Benigno de Carvalho Vilar.

Irmão Vilar, como era por todos conhecidos, foi durante anos o braço direito do jovem dirigente que agora fundara uma denominação Pentecostal, com seu apoio e de sua esposa, a irmã Emeraldina Vilar, também de saudosa memória.

A estes juntou-se também outros que apoiaram e estiveram juntos no início da obra, os quais são citados neste momento como homenagem pelos serviços prestados à causas do evangelho: Anivaldo Pires e Gedalva Pires, Valter Bernardo e Nadir, Osmar Garcia de Carvalho, Adão Honório e Ana Honório, Margarida Monteiro e Juraci Monteiro, Ernesto Batista, Fábio Miranda, José Rodrigues e Catarina Rodrigues, Elias Rodrigues, Francisca Galvão. Aqui nossa homenagem e nossa eterna gratidão aos bravos soldados que iniciaram esta obra e aguardam a manhã gloriosa da ressurreição, que acreditaram, que a nova denominação seria o instrumento de Deus para salvar vidas.

Depois de 2 endereços, um na Av. Benjamin Pereira e outro na praça Cirene de Laet, veio a compra do terreno para a construção do templo. A aquisição da propriedade ocorreu em 1970 e aqui destacamos a figura do tesoureiro da igreja na época, irmão Ernesto Batista que, com a orientação do Pr. Ducler, muito contribuiu na compra do terreno e construção do templo.

A construção aconteceu no prazo de 16 dias contando feriados e fins de semana em sistema de mutirão, e a inauguração aconteceu em 16/04/1970.

Com a instalação do templo na Rua Irmã Emerenciana, vários irmãos se achegaram, vindos de outras denominações e as conversões se acentuavam, foi quando o Pr. Benigno de Carvalho Vilar, vendo a necessidade do que já estava acontecendo, solicitou ao Pr. Ducler, autorização de iniciar um trabalho no bairro do Jardim Brasil, o que o Pr. Ducler prontamente consentiu, pois também via a necessidade de ter uma unidade da Igreja Betânia naquela localidade, foi então que no ano de 1972, iniciou-se a 1ª filial do ministério Betânia.

Os congressos de mocidade da Igreja Betânia merecem um destaque à parte, pois no ano de 1977 realiza-se a 1ª confraternização desse gênero, usando não só os jovens da localidade, assim também como de de outros ministérios que apoiaram o evento. De modo que quando adentra-se na década de 80 o congresso de jovens da Igreja Betânia, chamado carinhosamente de “Jovens Betânicos”, atraiu a atenção de várias denominações da zona norte.

Eram 9 dias de louvor, pregação, unção, decisões à Cristo, e seu encerramento era uma festa onde o poder de Deus era tremendamente sentido com vidas marcadas e transformadas pelo Espírito do Senhor.

Vale ressaltar que antes, em 1975, o templo sede sofreu uma ampliação devido a falta de espaço no auditório.

A exemplo da mocidade, as irmãs da igreja também realizaram a sua confraternização, lideradas pela missionária Ângela que, auxiliada pelas irmãs Isaltina, Minervina, Alcê, Gedalva, realizam um trabalho notório, não só de assistência social como também com mães carentes que ganhavam seus bebês.

No trabalho local das irmãs, vales ressaltar o trabalho de uma irmã vindo do Rio de Janeiro, que trouxera várias ideias e sugestões, pois trabalhara com um grupo assim, irmã Irene Pereira Amorim, que durante anos esteve à frente do coral feminino. A irmã Irene também foi responsável pelo coral misto que durante 25 anos regeu, trazendo ao culto cristão, hinos dos mais variados autores, tendo componentes irmãos que juntamente com ela, abriam mão de seus horários pessoais para se dedicar a um ministério de louvor. Fica aqui nossa gratidão e homenagem a irmã Irene Pereira Amorim.

Foi ainda na década de 1980, que surge mais duas unidades: Itapetininga e Capão Bonito, no interior de São Paulo.

Também no início desta década, o ministério adquire propriedade no Bairro do Jardim Brasil para a construção da congregação, uma vez que a filial funciona precariamente na residência da irmã Joana Mota, que gentilmente cedeu parte de sua residência para que o trabalho do Senhor se desenvolvesse ali. À irmã Joana, de saudosa memória, nossa gratidão e homenagem neste momento, pois o Pr. Vilar solicitou e ela prontamente o atendeu até o momento da aquisição do terreno e no ano de 1983 foi levantado o novo templo no bairro do Jardim Brasil.

Por esta época também a congregação também desenvolve seu trabalho com a mocidade e posteriormente com as irmãs nos moldes da igreja sede.

No início dos anos 90, surge a necessidade da realização de uma convenção, pois a denominação necessitava, dado o crescimento da obra; foi assim que vencendo obstáculos e percalços que no ano de 1992 realiza-se a 1ª Convenção Nacional da IEPB.

E também nesta década, que a Igreja Betânia chega em Registro, interior de São Paulo, sendo enviado para lá o jovem casal Valdemar e Sandra, apesar de recém casados os dois aceitam o desafio de implantar uma Igreja Betânia naquele município.

Vendo a necessidade de atender os obreiros nas atividades eclesiásticas e sabendo que eles não teriam tempo  de frequentar cursos teológicos e que o custo para fazer tal investimento seria alto, o Pr. Ducler decide no final dos anos 90, implantar a Escola Bíblica de Obreiros, de uma semana. Convida pastores gabaritados que ministram aulas de temas e subtemas pré-estabelecidos dos mais variados assuntos, sempre voltados aos obreiros e a sua atividade na igreja.

Incentivado pela Miss. Ângela e auxiliado pelo irmão Ronaldo Ozório, abre-se a filial no município de Arujá, vencendo grandes dificuldades  adversidades até o trabalho se estabelecer.

A congregação em Registro tem novo impulso e são abertas filiais desta nos municípios de Eldorado, Paulista e Sete Barras, fazendo da igreja em Registro, uma sede regional.

Vencendo as barreiras do Estado de São Paulo, a Igreja Betânia chega na cidade de Joinville – SC, sendo enviado para lá um obreiro que muito ajudou o Pr. Valdemar em Registro, o Pr. Dimas de Andrade e sua esposa Vilma, que assumem o desafio de implantar e desenvolver o trabalho naquela localidade.

Após muitas orações e a anuência do Pr. Ducler, a Igreja Betânia de Registro adquire um terreno e logo começa a construção do templo, sendo lançado a pedra fundamental e apoio de todos os irmãos da localidade, que contam agora com mais uma congregação: Quilombo.

Com o esforço do Pr. Valdemar e dos irmãos de Registro, o templo é levantado e se torna na época, o maior da cidade no Vale do Ribeira que conta agora com congregações em dois bairros da cidade e no município de Iguape, litoral sul do Estado. Em breve, Sete Barras abriria filial no bairro Tibiriçá.

Por fim, todas as unidades Betânia, hoje realizando seus congressos, sejam de mocidade, varões ou irmãs, procuram interagir com os membros da localidade e em consciência com a Igreja Matriz.

A história da Igreja Betânia não é só de sorrisos, alegrias e bonanças. Houve lágrimas, choro, renúncia por parte daqueles que sacrificaram momentos até com a família para atender um chamado maior.

Se houve choro, o Senhor confortou; se houve decepção, o Senhor foi o bálsamo; se houve tempestade, o Senhor trouxe a bonança; se houve momento de temor achando que não iriam conseguir, a voz do Senhor incentivou a prosseguir para que neste ano de 2017, estivéssemos celebrando 50 anos de fundação.

Muitas pessoas se converteram, muitos obreiros somaram, muitas famílias se formaram e criaram seus filhos em nossos templos e chegamos até esta data com a certeza que fizemos aquilo que o Senhor nos confiou.

Assim, podemos afirmar como afirmou o profeta Samuel: “Até aqui nos ajudou o Senhor.”